Jonathan Leeman é o diretor de comunicações do Ministério 9 Marcas e presbítero na Igreja Batista de Capitol Hill.
Em vez de acrescentar novos cultos ou locais, quando os números aumentam, por que não implantar igrejas simplesmente? O único motivo para não implantar igrejas provém de duas falhas: ou a igreja falhou na
obradiscipuladora de treinar mais presbíteros e diáconos, ou a igreja decidiu adaptar-se à cultura da fama e do consumismo. Deixe-me começar com a segunda falha.
Adaptando-se à Cultura
Hoje em dia, as pessoas exigem excelência. Descartamos a mediocridade – o pianista desajeitado, as almofadas desgastadas dos bancos da igreja, o pregador mediano. Os estúdios da Sony têm determinado nossas expectativas com relação à qualidade do som. As lojas de decorações, como a Pottery Barn, têm elevado o nosso senso de bom gosto em decoração. E todo mundo, desde Chris Rock até Ronald Reagan tem nos ensinado o que significa ser um comunicador eficiente. Qualquer coisa que seja inferior não é apenas questionável esteticamente, mas também nos distrai emocionalmente. Eu posso
desejar cantar louvores a Deus, mas as gravações profissionais das músicas que ouço no carro têm me ensinado com o que a boa música se parece; e agora eu tenho problemas no simples fato de me concentrar enquanto o pianista toca os acordes básicos e estridentes dos hinos – pelo menos, isso é mais difícil para mim do que o era para meu bisavô. Eu posso
desejar ouvir o pregador, mas, durante toda a semana, estou rodeado pelos comerciais embusteiros da TV e pelos programas de auditório, e esse pregador diz "hum" dez vezes por minuto e não diz nada engraçado. Não consigo ficar concentrado. Então, entre escolher a ele ou a alguém carismático, de trinta e cinco anos, um fenômeno de um programa de T.V de qualidade; eu fico com o fenômeno, mesmo que isso signifique vê-lo através da tela.
Considero essas coisas como realidades sociológicas. Hoje, as pessoas são consumistas – e ponto final. Gostar ou não gostar, essa é uma característica inata da consciência social dos visitantes e membros que entram nos templos de nossas igrejas.
Você sabe que isso, de fato, acontece, já que muitos livros sobre crescimento de igreja abordam temas como "excelência em nossas igrejas" e "não seja um pregador chato" com a mesma urgência de uma epístola Paulina.