Se não estamos enganados, há um crescente número de crentes infelizes. Sua infelicidade não resulta de uma natural indiferença ou de um descontentamento temperamental, e sim de sua insatisfação com aquilo que, em suas igrejas, lhes está sendo oferecido sob o nome de adoração e pregação. Sentimos profunda compaixão por esses crentes. Eles merecem atenção especial, e devemos orar com regularidade em seu favor.
Nas últimas décadas, têm existido tantos ventos de doutrina soprando sobre as igrejas, que com justiça podemos dizer: tais ventos de doutrinas atingiram proporções de um tufão. Mas o problema não se limita à doutrina. Estende-se a formas e estilos de adoração pública. Se têm fundamento os rumores que chegam aos nossos ouvidos, parece que metade das igrejas que outrora eram saudáveis e evangélicas entraram em uma segunda infância. Com freqüência, a única qualificação necessária para que os adoradores recebam aceitação de seus líderes é serem capazes de levantar as mãos e balançarem-nas, assim como as folhas de uma palmeira ao vento, e serem fluentes em falar palavras incompreensíveis. Possuir uma mente capaz de avaliar essas coisas é uma desvantagem positiva, visto que coloca a pessoa que a possui na indesejável posição de compreender quão ridícula e sem proveito é essa situação.